A mansão Guerra acordava cedo.
Não por necessidade, mas por hábito. Funcionários cruzavam corredores largos como se seguissem uma coreografia antiga, e os cavalos já se movimentavam no haras quando o sol ainda buscava espaço por entre as árvores altas que cercavam a propriedade.
Lilly chegou com malas pequenas demais para quem vinha “ficar”.
Soraya observou tudo da varanda, satisfeita com a precisão do gesto. Nada espalhafatoso, nada excessivo. A garota sabia ocupar espaço sem parecer invasiva.