O silêncio que veio depois foi tão pesado que parecia que até as lâmpadas tinham parado de zumbir.
Rafael estava ao lado dela em um segundo.
Uma mão em sua cintura. A outra já próxima do braço dela.
— Querida…
Não era repreensão. Era preocupação. Era o bebê. Era o instinto ainda mais rápido que o pensamento.
— Deixe que Arthur faça isso — murmurou baixo. — Não se exalte. O bebê…
Valentina ainda respirava forte quando voltou o rosto para ele. Mas não havia descontrole em seus olhos. Só raiva viv