O salto de Valentina ecoava pelo galpão vazio com uma precisão quase cruel.
Toc.
Toc.
Toc.
O som cortava o ar abafado daquele lugar como uma sentença anunciada antes mesmo de ser pronunciada. O galpão tinha cheiro de ferrugem, poeira antiga, concreto úmido e homens que já não pertenciam mais ao mundo limpo. A luz era escassa, vindo de lâmpadas altas presas ao teto metálico, deixando sombras duras entre colunas e caixas vazias empilhadas ao fundo. Havia algo naquele ambiente que parecia feito pa