Valentina abaixou o rosto, olhando a superfície trêmula da água por alguns segundos até que outra lágrima caiu. Depois outra. Depois mais uma, e então já não havia mais como conter.
O choro veio quieto primeiro, dolorido, como se subisse de um lugar muito fundo. As mãos subiram ao rosto. Os ombros tremeram. E Helena apenas ficou ali, sem pressa, sem tentar interromper, sem transformar aquilo em discurso.
— Eu fiz tudo… — disse Valentina entre lágrimas, a voz se quebrando. — Eu peguei prova por