Capítulo 247 — O túmulo

O carro parou diante dos portões do cemitério com um rangido baixo dos pneus contra a terra úmida.

Não havia nada de solene ali.

Nada de mármore bem cuidado. Nada de flores frescas. Nada de silêncio reverente como se a morte ainda tivesse alguma dignidade naquele lugar.

Os portões de ferro eram velhos, gastos pelo tempo e pela ferrugem. A pintura escura já havia descascado em vários pontos, e o vento que passava por entre as grades fazia um som fino, quase lúgubre.

Rafael franziu a testa.

Até e
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