O carro parou diante dos portões do cemitério com um rangido baixo dos pneus contra a terra úmida.
Não havia nada de solene ali.
Nada de mármore bem cuidado. Nada de flores frescas. Nada de silêncio reverente como se a morte ainda tivesse alguma dignidade naquele lugar.
Os portões de ferro eram velhos, gastos pelo tempo e pela ferrugem. A pintura escura já havia descascado em vários pontos, e o vento que passava por entre as grades fazia um som fino, quase lúgubre.
Rafael franziu a testa.
Até e