A manhã seguinte nasceu cinza.
Não daquele cinza preguiçoso de garoa paulista.
Mas o cinza corporativo, o cinza de vidro, concreto e poder.
O prédio do Grupo Montenegro parecia mais uma fortaleza futurista do que uma empresa.
Espelhado, imenso, silencioso — cada andar uma sentença.
Cada elevador, um julgamento.
E no último andar…
o dragão esperava.
Rafael estava sentado atrás da mesa de madeira maciça, o terno preto impecável, a gravata ligeiramente afrouxada — não por desleixo, mas porque ele