O telefone de Valentina vibrou pela terceira vez.
Ela estava sentada na cama, de pernas cruzadas, ainda com a mesma camisola clara, tentando focar no livro… tentando se fingir de tranquila… tentando não lembrar que vivia atrás de uma porta trancada.
Mas aquele número piscando na tela…
Tio Rogério.
Valentina sentiu o estômago gelar.
Ela rejeitou a chamada.
Dois segundos depois…
Vibra de novo.
Ela apertou o maxilar.
— Droga…
Atendeu.
— Alô? — a voz saiu cautelosa, baixa.
Do outro lado, o som não