Capítulo 12 — Liberdade

Valentina acordou antes do despertador.

Na verdade… nem tinha dormido direito.

Tomou banho, prendeu o cabelo num coque firme, passou a maquiagem leve que Clara tanto exigia — e vestiu um conjunto discreto, elegante, mas com um toque dela, como quem tenta colocar um pouco de alma naquilo que estavam arrancando.

Quando Clara abriu a porta do quarto sem bater, esperando vê-la desgrenhada, atrasada, desorganizada, tropeçou na própria expectativa.

Valentina estava pronta.

Erguida.

Serena.

Impecável.

Clara parou no batente, os olhos percorrendo de cima a baixo — procurando algo para criticar, algo fora do lugar, algo errado.

Nada.

Valentina arqueou uma sobrancelha.

— Algum problema? — perguntou, com voz suave, quase educada, mas carregada de ironia fina.

Clara crispou os lábios.

— Não. — respondeu seca.

Valentina passou por ela, sem tocá-la.

— Ótimo. Feche a porta quando sair. — disse, sem olhar para trás.

Clara ficou alguns segundos parada no corredor, mordendo a própria raiva, antes de ob
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