Valentina acordou com a luz entrando devagar pelas cortinas.
Não foi um despertar ansioso.
Nem pesado.
Foi… leve.
O tipo de manhã que nasce depois de uma noite em que algo muda — mesmo que a gente ainda não saiba exatamente o quê.
Ela ficou alguns segundos deitada, olhando o teto, deixando a memória do baile se organizar sozinha.
O salão.
Os olhares.
O silêncio que veio depois das farpas.
O beijo.
O brinde.
O colar.
E, principalmente, a sensação.
Ela havia entrado naquele baile como um acessóri