Rafael assentiu curtamente e, sem esperar convite, sentou-se na poltrona à direita de Valentina.
Pegou o chá. Experimentou.
Bianca observou a xícara como quem observa um reagente raro.
— Não imaginava o senhor como alguém que aprecia jasmim. — comentou.
— Prefiro isso ao barulho de gelo tilintando. — Rafael devolveu.
— Ele é bonito até tomando chá. Que ódio.
Valentina quase engasgou com o próprio oxigênio.
Rafael pousou a xícara, devagar, e Bianca cruzou as pernas com teatralidade.
— Pois muito bem, cunhado… — ela começou, com um ar profissional e dramático — já que estamos aqui, vamos conversar sobre um problema sério que me afeta diretamente.
Rafael a olhou como quem avalia a sanidade de uma pessoa.
— Que problema?
— O seu amigo.
— Qual deles?
Bianca gesticulou com as mãos.
— Lucas Monteiro. O insuportável.
Rafael apertou o maxilar.
Um som que só Valentina percebeu.
— Hmm.
Bianca imitou:
— Hmm não resolve nada, cunhado. Ele tá me perseguindo. Literalmente.
Ele aparece na porta da mi