Rafael ainda estava soltando o nó da gravata quando ouviu o salto agudo de Vittoria atravessando o corredor como uma sentença.
A porta do escritório se abriu sem permissão — como sempre.
— RAFAEL! — ela entrou já berrando, peito arfando, jóias tilintando. — Eu EXIJO explicações!
Rafael piscou uma vez. Lento. Perigoso.
— Boa tarde pra senhora também, mãe.
— Não me venha com ironia! — ela avançou. — Você me HUMILHOU na frente daquela… daquela… garota e da AMIGA DELA! Eu, sua mãe, a dona desta cas