Rafael ainda estava soltando o nó da gravata quando ouviu o salto agudo de Vittoria atravessando o corredor como uma sentença.
A porta do escritório se abriu sem permissão — como sempre.
— RAFAEL! — ela entrou já berrando, peito arfando, jóias tilintando. — Eu EXIJO explicações!
Rafael piscou uma vez. Lento. Perigoso.
— Boa tarde pra senhora também, mãe.
— Não me venha com ironia! — ela avançou. — Você me HUMILHOU na frente daquela… daquela… garota e da AMIGA DELA! Eu, sua mãe, a dona desta casa! Você perdeu completamente o juízo?!
Rafael fechou a pasta sobre a mesa, manteve a expressão neutra.
— Eu apenas disse a verdade.
Vittoria bateu a bolsa no sofá.
— E agora? Hein? Você passou DOIS DIAS sem ver Isabella no hospital! A MINHA menina! A menina que sempre ESTEVE ao seu lado! Sofrendo, traumatizada, arrasada! E você…
Rafael ergueu uma sobrancelha.
— Isabella teve alta no segundo dia. Não havia trauma nenhum. Só drama.
O rosto dela ficou vermelho.
— Como você ousa falar assim?! Enquan