CAPÍTULO 28 — A febre

No quarto Valentina se remexia, o corpo virando de um lado para o outro, os lençóis embolados ao redor das pernas como se tentassem contê-la — e falhavam.

Rafael estava sentado na poltrona desde que terminou de ajeitar tudo.

Não tinha coragem — nem explicação lógica — para sair.

Ele observava.

Vigiava.

E pela primeira vez em muito tempo… não sabia o que fazer com as próprias mãos.

Quando a febre chegou forte demais, Valentina começou a murmurar palavras desconexas.

As primeiras foram baixas, quase inaudíveis.

— Bianca… eu… eu não consigo…

Rafael inclinou-se na direção dela.

— Valentina? — chamou, controlado.

Ela não respondeu ao nome. Apenas continuou falando com alguém que não estava ali.

— Cinco… cinco milhões… — sussurrou, a voz falhando. — Ele quer cinco milhões… eu… não tenho…

A mandíbula de Rafael se fechou.

Valentina tremia, os olhos se movendo por trás das pálpebras fechadas.

— Eu não posso pedir pra ele… — choramingou. — …se eu pedir… fico presa… pra sempre… nunca mais saio d
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