No quarto Valentina se remexia, o corpo virando de um lado para o outro, os lençóis embolados ao redor das pernas como se tentassem contê-la — e falhavam.
Rafael estava sentado na poltrona desde que terminou de ajeitar tudo.
Não tinha coragem — nem explicação lógica — para sair.
Ele observava.
Vigiava.
E pela primeira vez em muito tempo… não sabia o que fazer com as próprias mãos.
Quando a febre chegou forte demais, Valentina começou a murmurar palavras desconexas.
As primeiras foram baixas, qu