A música vibrava grave, constante, como um coração artificial pulsando sob o piso escuro do clube.
Luzes baixas. Reflexos dourados no vidro. Taças caras nas mãos de pessoas que riam alto demais para um lugar onde nada era, de fato, casual.
Na superfície, era apenas um clube de elite. Luxuoso. Exclusivo. Impecavelmente frequentado.
Mas, para quem sabia observar além da música e do brilho, havia outra coisa ali. Ordem silenciosa. Segurança invisível. E um respeito que não era dado ao ambiente… ma