CAPÍTULO 207 — O CALOR DO AMANHECER

A luz da manhã entrou no quarto da mansão Montenegro com suavidade, filtrada pelas cortinas pesadas, desenhando faixas douradas sobre os lençóis ainda desalinhados.

Valentina despertou devagar. O braço de Rafael ainda estava ao redor dela.

Como se, mesmo dormindo, ele se recusasse a soltá-la.

A respiração dele estava profunda, mais estável do que na noite anterior. O peito subia e descia em um ritmo calmo, silencioso, quase raro para um homem que raramente permitia descanso verdadeiro.

O olhar
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