O carro deixou a casa Yamamoto com a mesma elegância com que tudo ali acontecia: sem pressa, sem barulho, sem despedidas teatrais.
Valentina olhou pela janela enquanto o portão se fechava atrás deles, e por um segundo teve a sensação de que o Japão tinha sido um capítulo escrito com tinta fina demais — bonito demais para ser leve, silencioso demais para ser inocente.
Rafael estava ao lado dela no banco traseiro. Impecável. Fechado. A gravata no lugar. O rosto sem sinais da noite anterior, como