Valentina acordou com dificuldade para entender onde estava.
Não foi um despertar brusco.
Foi lento. Arrastado. Como se a consciência estivesse sendo puxada de volta para o corpo à força, centímetro por centímetro.
O primeiro sentido a voltar foi o som.
Vozes.
Muitas.
Graves. Rápidas. Cortadas por risadas curtas que não tinham humor nenhum. O idioma era familiar e, ao mesmo tempo, completamente inacessível. Japonês. Fluente demais. Cruel demais para ser casual.
Ela tentou se mover.
O corpo resp