O som dos teclados tomou a sala.
Não era barulho — era urgência.
Moreira digitava com rapidez cirúrgica, alternando entre mapas, relatórios internos, câmeras públicas e sistemas privados da Montenegro Corp. O notebook principal projetava no monitor maior uma malha digital de Tóquio, pontos pulsando em vermelho e amarelo conforme o sinal do celular de Valentina surgia e desaparecia.
Rafael estava de pé agora.
— Sinal reapareceu. — Moreira disse, a voz firme, mas tensa. — Fraco. Intermitente. Bairro de Katsushika.
Hana levou a mão à boca.
— Isso é… longe. — murmurou.
Yamamoto fechou os olhos por um segundo.
— Fora do eixo turístico. — completou Akemi. — Próximo a áreas residenciais e vilas industriais antigas.
Rafael não reagiu de imediato.
Katsushika.
A mente dele trabalhava rápido demais. Rotas. Tempo. Motivações. Não era um sequestro impulsivo. Aquilo exigia deslocamento, planejamento, cobertura.
— Isso não foi oportunidade. — disse, por fim. — Foi preparo.
Virou-se para Yamamoto.
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