O escritório de Vittória estava em silêncio havia tempo demais.
Ela permanecia sentada atrás da mesa, o olhar fixo em um ponto inexistente da parede, como se ainda sentisse o impacto do tapa ecoando por dentro. O rosto já não ardia. A humilhação, sim. Aquela não passava com gelo nem maquiagem.
Os dedos tamborilavam devagar sobre a madeira polida.
Controle. Ela precisava recuperar o controle.
A porta foi aberta com cuidado.
— Senhora… — Clara disse, entrando com passos medidos. — A senhora pediu