A palavra ainda pairava no ar.
— Precisamos conversar.
Valentina sentiu o estômago afundar antes mesmo de responder. Não era o tom. Era o silêncio que veio depois. Aquele tipo de pausa que não existe por acaso — existe porque alguém decidiu que ela devia existir.
— Sim, dona Vittória… — disse, baixa.
A mesa de café permanecia intacta, quase ofensivamente perfeita. Porcelanas alinhadas, frutas cortadas com precisão, o café ainda quente. Tudo igual a todas as manhãs daquela casa.
Exceto o ar.
Vit