A noite parecia mais pesada do que o normal. O ar do clube estava carregado de fumaça de charuto, perfume caro e o cheiro enjoativo de álcool derramado. Eu havia dançado por quase uma hora no palco principal, sentindo cada olhar como uma lâmina na pele. Seamus assistia do camarote elevado, copo de uísque na mão, sorriso satisfeito no rosto. Ele me queria ali — exposta, desejada, possuída. E eu sorria de volta, como a bonequinha perfeita que ele acreditava que eu era.
Mas, por dentro, eu contava