Sou o mar.
Sou o mesmo que tocou os pés de Larissa quando ela chegou à Grécia pela primeira vez, com o coração dividido entre o dever e o sonho.
Sou o mesmo que refletiu os olhos de Nikolaus Andreadis, quando ele, arrogante e ferido, aprendeu que o amor não é uma transação, mas uma entrega.
Eu vi quando os dois se odiaram, se desafiaram, se perderam — e se encontraram.
Vi o contrato virar promessa.
O medo virar ternura.
E o orgulho se dissolver nas ondas que nunca cessam.
Eles me deram três filhos.
E eu os embalei em cada nascer do sol.
Alexandros, o herdeiro do controle e da responsabilidade.
Zoe, a alma livre e inquieta.
Matteo, o coração que tocava antes de falar.
De cima das falésias de Santorini, eu os observei crescer.
E cada vez que um deles chorava, eu levava o som para o horizonte.
Porque é isso que o mar faz — guarda as histórias dos que amam demais para caber em silêncio.
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O tempo passou.
Larissa partiu primeiro, com o sorriso ainda nos lábios, deixando atrás de si o per