Christian Müller –
A voz firme e cortante veio da porta, e nós dois nos viramos ao mesmo tempo.
Laura estava ali. Com os cabelos presos às pressas, os olhos ainda vermelhos pelo cansaço da noite no hospital, mas a postura? Impecável.
O queixo erguido, o olhar faiscando entre mágoa e raiva.
Maria deu um passo para trás, mas recuperou o sorriso dissimulado em segundos.
— Laura... — começou, com a voz doce demais para ser verdadeira. — Eu só estava...
— Eu vi, não preciso das suas palavras fajutas