BÔNUS FERNANDA GANZATELLI - CAPÍTULO 00187
Eu não dormi naquela noite.
Não por ansiedade nem medo. Mas porque, pela primeira vez em vinte e cinco anos, eu sentia que a verdade estava mais perto de respirar do que de ser engolida.
O telefone estava em cima da mesa, desligado. Os advogados tinham ido embora perto das duas da manhã.
Meus pulsos ainda doíam levemente por causa do tanto de papel que eu assinei.
Mauro estava sentado à minha frente horas antes, com as mãos suando de nervoso.
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