O som de meus passos ecoa pelo corredor, abafado pelo tapete espesso que cobre o chão da mansão. Estou diante do quarto de Rosália, e o silêncio que me envolve parece gritar em meus ouvidos. Meus pensamentos são um vendaval desordenado raiva, confusão, culpa. Não sei ao certo o que me trouxe até aqui: o desejo de resolver algo ou a necessidade de controlar o que já fugiu do meu domínio.
Ana surge de repente, vinda do outro extremo do corredor, equilibrando uma bandeja entre as mãos. Ela empali