Narrado por Ruth
Estou tentando ficar otimista por minha irmã. Pelo meu pai e por Luciano. Estou realmente tentando. Mas está ficando cada vez mais difícil conforme o tempo passa, como se cada dia arrancasse um pouco mais da força que tento segurar.
Há quatro semanas ela está assim. Imóvel, exceto quando as enfermeiras a movem de um lado para o outro. A expressão sempre a mesma, intocável, distante. A barriga continua crescendo, como se o corpo dela ainda estivesse lutando, mesmo quando a mente