— Não…ele me olha suplicante, os olhos marejados, a voz trêmula demais para alguém que sempre se orgulhou de parecer inabalável. Por favor, deixe-me falar com ele. Tem que haver alguma coisa que eu possa fazer para consertar isso. Alguma coisa.
Permaneço em silêncio por um instante, apenas observando. O desespero que vejo não é arrependimento verdadeiro, é medo. Medo de perder o filho. Medo de perder o controle da situação.
— Seja honesto sugiro, a voz baixa, fria, calculada. E talvez eu considere não apresentar ao Tribunal as evidências do atentado contra a minha vida.
Os olhos dele se arregalaram de imediato.
— Você… você ainda não fez isso? Ele procura meu rosto, e fica claro que o amor por seu filho ofusca completamente tudo o que eu disse antes.
— Não respondo. Ainda não. Mas ainda há tempo. Pouco tempo.
Ele engole em seco, o pomo de Adão subindo e descendo com dificuldade.
— O que você quer saber? Pergunta, quase num sussurro. O que significa jogar limpo?
Dou um passo à frente,