Vittorio pisca algumas vezes quando entro no quarto, claramente desorientado. O olhar dele demora a focar em mim enquanto a enfermeira o ajuda a se sentar na cama, ajeitando os travesseiros atrás de suas costas.
— O que você está fazendo aqui no meio da noite? Ele resmunga, a voz rouca, ainda pesada pelo efeito dos medicamentos.
— Aconteceu alguma coisa com Rosália? Ele continua quase sem respirar entre as palavras. Estou enlouquecendo aqui sem nenhuma informação. Os guardas não me dizem nada… nem sequer se você a encontrou.
— Aqui, beba um pouco de água a enfermeira interrompe, erguendo o copo até os lábios dele. Sua garganta está muito seca. Depois você fala.
Eu observo em silêncio enquanto ele obedece. Só então me viro para ela.
— Você pode ir agora. Precisamos de privacidade.
Ela não questiona. Como enfermeira da Facção, sabe exatamente quem eu sou. Neste hospital, ninguém desafia a autoridade de um homem do alto escalão. Ela se retira sem dizer uma palavra, fechando a porta com