Capítulo 130

Sento-me no chão mesmo, do jeito que estou, deixando meu corpo inteiro desabar ali. Encosto as costas na parede fria, abraço meus joelhos com força contra o peito, como se eu conseguisse segurar meus pedaços para não desmoronar de vez. O cheiro da carne está se espalhando pelo quarto inteiro forte, enjoativo entrando pelo meu nariz.

Só de lembrar daquele odor, meu estômago revira como se tivesse uma pedra se mexendo lá dentro.

Eu respiro pela boca, tentando enganar meu corpo, tentando driblar a náusea que sobe, insistente, cruel. Fico ali alguns segundos, imóvel, até sentir que a onda está passando, caindo, como uma maré fraca.

Assim que consigo respirar de novo sem sentir vontade de vomitar, levanto devagar e pego o prato.

Levo direto para o banheiro, sem pensar muito, como se fosse urgente me livrar dele. Jogo tudo na privada e dou descarga. Mas o cheiro continua impregnado no ar, como se tivesse sido feito dentro do quarto.

Abro a torneira e deixo a água correr.

Lavo minhas mãos e
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