O grito da minha mãe foi como um estopim. Antes que eu pudesse pensar, meu pai avançou com a fúria de um animal selvagem. Seus braços se ergueram, prontos para me esmagar, e por um instante o mundo inteiro pareceu se reduzir ao espaço entre nós dois.
A arma pesava nas minhas mãos, mas não tanto quanto o peso da decisão. Eu não podia hesitar. Não dessa vez.
— PARE! — gritei, o som rasgando minha garganta.
Ele não parou.
O disparo ecoou no quarto como um trovão. O recuo da pistola me sacudiu, o c