Mundo de ficçãoIniciar sessãoA luz da manhã invadia através das cortinas de veludo azul, cortando o escuro em luzes douradas que pareciam zombar da minha insônia. Acordei antes do despertador, o corpo pesado, a bochecha esquerda latejando como se alguém ainda estivesse batendo nela em câmera lenta.
Levantei devagar, sentindo cada músculo protestar, e caminhei até o espelho de corpo inteiro com o coração na garganta. O hematoma havia piorado durante a noite: uma mancha arroxeada profunda, que se espalhava da têmpora






