Parte 35...
Rafael
Eu observei seu comportamento, suas mãos apertadas, o dente pressionando o lábio. Ela podia até ser imprudente no que fazia, mas tinha bom coração, conseguia pensar em quem a ajudou.
— Por que você chamou médico? - ela perguntou, finalmente.
— Porque eu não sou um animal.
Ela me encarou. E dessa vez não havia provocação. Só tentativa de entender.
— Você é estranho... Parece que gosta quando eu reajo - ela disse de repente.
Soltei um ar curto. De certa forma ela está certa.
—