Marta e Antônio, impulsionados por um último resquício de adrenalina, adentraram o mangue. A água lodosa, que lhes chegava à cintura, dificultava cada movimento. O ar pesado e úmido, saturado pelo cheiro de decomposição e salinidade, parecia sufocá-los. Cada passo era uma batalha contra o cansaço e a febre que corroía suas forças.
Antônio, com a pouca energia que lhe restava, apoiava Marta, que tossia convulsivamente, o corpo tremendo. As raízes emaranhadas do mangue, escorregadias e traiçoei