Ela o serviu na boca, pão sírio com homus
— Você é o meu marido, o que queria que eu fizesse Said?
— Cansa brigar com a própria sorte, mesmo que seja triste.
Deixou tudo perto dele, se sentou no tapete com uma toalha no colo
— Me dá o seu pé.
— Seu pai disse, que você iria me ensinar ser boa esposa.
Começou massagear cabisbaixa pensativa
— E eu tenho tentado, desde que te conheci.
— Sei que não tenho muito a oferecer, porque não sei conversar sobre suas coisas, nem tenho faculdades ou um emprego, pra ficar falando dele.
— Também não consigo te agradar, saciar suas vontades todas quando fazemos amor.
— Só queria ser o suficiente pra você, e não acredito em contos de fadas, só em destino.
— Se Alá quis assim, eu vou me conformar, parar de lutar contra a minha sorte triste.
— Sei que no coração, a gente não manda e eu não devo mudar, meu jeito, o que gosto de fazer, indo contra mim.
— Cortando o meu destino.
— Abandonando tudo o que aprendi a vida toda, porque não fiz um bom casamento.
—