(POV: Sophie)
O vento de Paris soprava com uma insistência gelada, carregando o cheiro de chuva iminente e o aroma dos crepes sendo vendidos na esquina. Eu estava exausta. A gravidez parecia consumir minhas energias a cada dia, e tudo o que eu queria era chegar ao apartamento e me deitar em silêncio. Ajustei o cachecol, sentindo o peso do sobretudo sobre meus ombros, e levei a mão, de forma quase inconsciente, ao meu ventre. Era um gesto de proteção, um hábito que eu ainda tentava esconder do