O silêncio tinha um som.
Era isso que Lívia pensava enquanto permanecia imóvel diante do enorme portão de aço oxidado. O vento passava pelas frestas da estrutura arrancando um assobio grave, quase humano, que parecia atravessar os ossos.
À frente deles, o antigo Complexo Aurora surgia como um fantasma esquecido pelo tempo.
A construção era muito diferente de Éden.
Não havia paredes de vidro impecáveis nem corredores iluminados por LEDs. Aurora era bruto, pesado, construído em concreto aparente