O silêncio que seguiu não foi vazio.
Foi compressão.
Como se o laboratório inteiro estivesse sendo pressionado por dentro, pela consciência fragmentada do núcleo tentando se reorganizar sem conseguir voltar ao estado anterior.
As luzes do sistema já não pulsavam.
Elas respiravam de forma irregular.
Arthur não se moveu.
Não porque estivesse paralisado.
Mas porque qualquer movimento parecia inadequado diante do que estava acontecendo.
Clara limpou o sangue seco no canto da testa — o impacto do pu