Capítulo 23.
>> Valentina Salazar <<
A neblina se dissipava devagar, como se o próprio tempo estivesse respeitando o silêncio sagrado do Dia dos Mortos. Os primeiros raios de sol do entardecer tocavam os telhados com leveza, revelando os tons vibrantes que enfeitavam o condomínio Salazar: papéis coloridos dançavam ao vento, flores de cempasúchil formavam caminhos dourados, e as velas nos altares ainda tremeluziam, teimosas contra a brisa.
Hoje… era Dia dos Mortos. Dia de lembrar, chorar e agradecer. Dia de