Ariella
Acordei com sede.
Daquelas que grudam a língua no céu da boca e não deixam você ignorar. Virei de lado, tateei o criado-mudo atrás da garrafa de água. Encontrei. Ergui.
Vazia.
— Merda — murmurei no escuro.
Olhei para o lado. Sofia estava dormindo profundamente, Lina abraçada, os cabelos espalhados no travesseiro. Nem se mexeu quando eu me sentei na cama.
Três da manhã, pelo celular.
Levantei, enfiei o roupão por cima do pijama, abri a porta com cuidado.
O corredor estava escuro. Silenc