Irina
Se havia algo que eu sabia fazer bem, era manter as aparências. Nascida e criada no seio da alta sociedade russa, eu dominava a arte de sorrir quando queria gritar e de me portar como uma rainha, mesmo quando me sentia encurralada. Mas naquela noite, algo estava diferente. Algo em Pietro Kuhn havia mudado, e eu não sabia como lidar com isso.
Desde o momento em que ele me entregou aquelas flores, percebi uma suavidade que eu não esperava. Pietro, sempre tão arrogante e confiante, parecia e