Não consegui acender a luz, então me guiei pela memória para me mover pelo banheiro e me sentei no vaso. Instantaneamente percebi que algo estava errado.
O quê… o que era isso?
Involuntariamente, girei o quadril, estremecendo como se tivesse levado um choque elétrico. Um grito agudo quase escapou da minha garganta quando uma mão forte e firme surgiu por trás, cobrindo minha boca.
— Shh… Mara, sou eu…
Victor pressionou o corpo contra minhas costas, uma mão tapando minha boca e a outra apertando meu seio macio, me prendendo em um abraço.
— A energia caiu enquanto eu tomava banho, então sentei no vaso esperando voltar, e você simplesmente sentou em cima de mim — Victor se inclinou até meu ouvido e sussurrou como um amante.
Preciso admitir que, na escuridão total, ouvir aquela voz familiar quase me acalmou instantaneamente ao perceber que o homem atrás de mim não era um criminoso, mas Victor.
Logo, meu coração começou a disparar. Nossa posição atual lembrava a de "cowgirl". Especialmente quando Victor percebeu que meu corpo rígido estava relaxando aos poucos, ele afrouxou a mão que cobria minha boca e, intencionalmente ou não, envolveu meu outro seio, massageando-o suavemente e enchendo todo o ambiente com um ar sensual.
— Mmm…
O prazer de ter meus seios sendo tocados me fez gemer, e meu corpo inteiro tremeu.
— Victor… me deixa levantar primeiro…
Suprimi desesperadamente o desejo ardente dentro de mim, movendo-me com cautela, temendo que um simples descuido fizesse o membro rígido pressionado contra meus quadris acabar me penetrando.
Minhas pernas, infelizmente, estavam fracas demais para me sustentar, então me apoiei segurando nas pernas de Victor. Porém, isso apenas ergueu meu corpo, fazendo o volume dele pressionar contra minha parte mais íntima.
Para frente e para trás, não só falhei em me libertar do abraço dele, como o atrito repetido nas minhas áreas sensíveis intensificou tanto a dor prazerosa que eu mal conseguia ficar parada.
— Deixa eu te levantar…
Victor apertou meu peito com força algumas vezes, então passou os braços por baixo dos meus joelhos e me ergueu, me prendendo em volta do corpo dele. Ele balançou os quadris e deu alguns passos, esfregando a ponta maliciosa de seu membro entre minhas pernas.
— Ah!
Como se tivesse sido atingida por um raio, tentei instintivamente cobrir a parte inferior do corpo, mas quando Victor me levantou, acabei caindo para trás involuntariamente.
Enrolei rapidamente o braço em volta do pescoço dele, empinando o peito. Minha pele, úmida de suor, amplificava cada sensação, e o formigamento intenso quase me fez perder o controle.
— Não… para com isso…
Victor fez força com o corpo, ignorando meus pedidos. As mãos dele seguraram meus quadris, me sustentando enquanto eu subia e descia, acariciando minhas curvas macias com delicadeza, provocando meu desejo sem parar, enquanto sua respiração ficava cada vez mais pesada.
Depois de apenas algumas investidas, fui dominada pela sensação. Eu estava toda molhada, parecia que estava inundada, amolecendo completamente.
— Mmm…
A vergonha esmagadora despedaçou totalmente minha racionalidade. Sem perceber, agarrei meus próprios seios, massageando-os com força, enquanto abria ainda mais as pernas e me contorcia, buscando aquele único ponto de prazer.
No entanto, o prazer foi interrompido quando Victor parou de repente.
— Me dá… eu quero… — Privada daquele último instante de prazer, ergui o pescoço e gemi baixo.
Segurei o pulso dele e puxei com força para baixo, afundando meu corpo.
— Ahhh…
Naquele momento, meus olhos reviraram, e senti minha alma subir ao céu…