Foi então que o telefone tocou de repente, como um alarme estridente, deixando meus nervos à flor da pele. Era o toque que eu havia configurado para Ryan.
Assustado, Victor me soltou. Corri para o quarto e peguei o telefone. Embora eu respirasse fundo tentando me acalmar, a tensão ainda pairava ao meu redor como uma fumaça invisível.
Apertei o botão de atender, tentando soar natural.
— Alô, amor, o que houve?
Do outro lado, a voz de Ryan estava quente e familiar.
— Amor, as coisas estão indo muito bem por aqui. Acho que chego em casa na sexta. O que você quer? Eu levo pra você.
— Eu… não quero nada. Só fico feliz que você vai voltar. — Respondi mecanicamente.
Cada palavra era como dançar na lâmina de uma faca, cuidadosamente escolhida, com medo de deixar transparecer meu nervosismo.
Enquanto eu falava ao telefone com Ryan, Victor abriu minha porta em silêncio e se aproximou.
— Lembro que você queria aquele bolo de matcha daqui. Que tal eu levar um pra você?
Sentei na beira d