Mundo de ficçãoIniciar sessãoSempre fui alguém com uma libido forte e inquieta que não sei muito bem descrever. Nunca fui a um médico por causa disso, mas me conheço o suficiente para perceber que é algo que vai e volta em ondas, especialmente quando estou ovulando. Nessa época do mês, eu precisaria fazer "isso" pelo menos duas a três vezes por dia, ou meu corpo ficaria extremamente desconfortável. Normalmente, meu marido alto e de ombros largos seria quem aliviaria essa dor e preencheria o vazio dentro de mim. No entanto, ultimamente ele tem estado absurdamente ocupado, viajando a trabalho por semanas seguidas…
Ler maisNa sala de emergência, médicos e enfermeiros se moviam com eficiência rápida e clínica ao redor de Victor. Ryan e eu nos sentamos em silêncio em cadeiras de plástico frio no corredor quieto.O rosto de Ryan estava marcado por raiva e preocupação entrelaçadas, e ele se virava para mim repetidas vezes com as perguntas que fervilhavam dentro dele.— O que aconteceu? Me conte tudo.Respirei fundo e contei, da forma mais direta que consegui, o que havia acontecido nos últimos dias. Ele ouviu, cada detalhe se somando até formar algo difícil de acreditar. Quando terminei, ele xingou entre dentes.— Aquele desgraçado. Como ele pôde fazer isso?Cheguei mais perto, me encolhendo ao lado dele, sentindo ao mesmo tempo conforto e impotência.Um médico tirou a máscara e saiu para o corredor. Ryan se levantou antes mesmo de mim, a voz tremendo quando perguntou:— Doutor, como ele está?O rosto do médico carregava o peso de notícias dadas vezes demais.— Ele está fora de perigo imediato. — Di
Ele congelou por um instante, depois o mesmo meio-sorriso sinistro voltou ao rosto.— Tanto faz. Se Ryan descobrir, e daí? Sou velho. Do que eu deveria ter medo?A voz dele era baixa e fria, cada palavra cutucando um ponto em carne viva dentro de mim.Empurrei a mão dele com todas as forças e gritei:— Sai de perto! Não me toque!Minha voz tremia, crua de terror.A força do aperto de Victor me surpreendeu. Uma mão se fechou sobre minha boca enquanto a outra tentava me prender.— Você é minha — Rosnou, a voz atravessada por algo como obsessão. — Você não vai escapar.Eu me contorci e o chutei até os membros queimarem, mas ele mal parecia notar. O peso dele me mantinha presa, era firme e aterrador.— Me solta, seu desgraçado! — Cuspi, com o pânico afiando cada sílaba.Meus olhos captaram o abajur na mesa de cabeceira. Era de metal pesado, com base sólida. A adrenalina embaçou tudo. Segurei-o pelo pescoço, arranquei da tomada e o ergui como uma arma.Algo vacilou em Victor. Por
Uma onda de náusea e pânico me atingiu. Girei para correr, mas Victor foi mais rápido e bloqueou meu caminho. Então ele se inclinou, sua intenção inconfundível.Um grito escapou de mim quando o empurrei com todas as forças. Ele tropeçou o suficiente para que eu conseguisse me soltar. Disparei pelo corredor, bati a porta do quarto com força e girei a chave com as mãos trêmulas.Eu não podia deixar isso acontecer de novo. Não podia dar a ele nem o menor motivo para pensar que eu permitiria que chegasse perto de mim. Amanhã, eu ia comprar câmeras.Deitei na cama, fisicamente exausta, mas mentalmente alerta. Eu sabia que não podia baixar a guarda. Precisava ficar acordada naquela noite.Quando o sono finalmente me venceu, ele me arrastou direto de volta para o alcance dele. O rosto de Victor surgia das sombras dos meus sonhos. Acordei repetidas vezes, encharcada de suor frio, com o coração disparado. Mesmo no silêncio, eu sentia a presença dele, pesada e invisível, esperando logo ali a
Minhas mãos tremiam, mas eu me forcei a manter a calma e interrompi Ryan:— Amor, senti sua falta. Podemos fazer uma chamada de vídeo?Tentei ao máximo me controlar e falei com suavidade, apesar do nervosismo que girava dentro de mim.Os olhos de Victor piscaram em pânico quando ele me viu me mover. Claramente, ele não esperava isso. Acho que ele não queria que Ryan o visse agindo daquela forma.— Agora? — Ryan perguntou, hesitante.— Sim, agora. — Repeti com firmeza.Nossos olhares se cruzaram, uma batalha silenciosa.— Tudo bem, espere um momento.A resposta de Ryan soou pelo telefone, e minha confiança aumentou.Victor cerrou os punhos, frustrado, lutando com um conflito interno intenso.Vendo que ele não dava sinais de sair, apertei o botão da chamada de vídeo. A tela do telefone mostrou a notificação de conexão, e eu a virei em direção a Victor para que ele visse claramente a interface da chamada.Assim, no instante em que a ligação fosse conectada, ele veria o rosto de
Último capítulo