Minhas mãos tremiam, mas eu me forcei a manter a calma e interrompi Ryan:
— Amor, senti sua falta. Podemos fazer uma chamada de vídeo?
Tentei ao máximo me controlar e falei com suavidade, apesar do nervosismo que girava dentro de mim.
Os olhos de Victor piscaram em pânico quando ele me viu me mover. Claramente, ele não esperava isso. Acho que ele não queria que Ryan o visse agindo daquela forma.
— Agora? — Ryan perguntou, hesitante.
— Sim, agora. — Repeti com firmeza.
Nossos olhares se cruzaram, uma batalha silenciosa.
— Tudo bem, espere um momento.
A resposta de Ryan soou pelo telefone, e minha confiança aumentou.
Victor cerrou os punhos, frustrado, lutando com um conflito interno intenso.
Vendo que ele não dava sinais de sair, apertei o botão da chamada de vídeo. A tela do telefone mostrou a notificação de conexão, e eu a virei em direção a Victor para que ele visse claramente a interface da chamada.
Assim, no instante em que a ligação fosse conectada, ele veria o rosto de