Na sala de emergência, médicos e enfermeiros se moviam com eficiência rápida e clínica ao redor de Victor. Ryan e eu nos sentamos em silêncio em cadeiras de plástico frio no corredor quieto.
O rosto de Ryan estava marcado por raiva e preocupação entrelaçadas, e ele se virava para mim repetidas vezes com as perguntas que fervilhavam dentro dele.
— O que aconteceu? Me conte tudo.
Respirei fundo e contei, da forma mais direta que consegui, o que havia acontecido nos últimos dias. Ele ouviu, cada detalhe se somando até formar algo difícil de acreditar. Quando terminei, ele xingou entre dentes.
— Aquele desgraçado. Como ele pôde fazer isso?
Cheguei mais perto, me encolhendo ao lado dele, sentindo ao mesmo tempo conforto e impotência.
Um médico tirou a máscara e saiu para o corredor. Ryan se levantou antes mesmo de mim, a voz tremendo quando perguntou:
— Doutor, como ele está?
O rosto do médico carregava o peso de notícias dadas vezes demais.
— Ele está fora de perigo imediato. — Di