Mundo de ficçãoIniciar sessãoEu vinha reprimindo o desejo havia tempo demais. Meu próprio corpo já começava a sair do eixo, com os hormônios em completo descompasso. Por isso, fui a uma casa de massagem indicada por uma amiga, na esperança de curar de vez o vazio que eu sentia por dentro. Mas, quando as mãos escaldantes do massagista, jovem e forte, pousaram sobre o meu corpo, o que veio não foi alívio. Foi o oposto. O fogo do desejo se espalhou ainda mais, subindo pela pele e tomando cada centímetro de mim, tão intenso que ameaçava engolir o pouco de razão que eu ainda tentava manter.
Ler maisPor causa do efeito do que eu havia ingerido, minha voz saiu fraca. Quebrada. Sem força alguma.— Para de gritar. — Ouvi alguém dizer, num tom debochado. — Aqui dentro só estamos nós três. Seu namoradinho ainda está ocupado dando aula.— Que sexy! — Thiago cuspiu no chão e riu de forma obscena. — Dizem que vadia gosta de usar preto, e não é que é verdade mesmo? Se tem alguém pra culpar, é você, que vive se exibindo na minha frente!Henrique falava pouco, mas era ainda mais cruel. Sacou diretamente uma pequena faca e a deslizou de leve pelo meu rosto.— Colabora direitinho, a gente se diverte e depois te solta. Senão…Eu tremia de medo, o corpo inteiro sacudindo.Em seguida, vi Henrique usar a faca para rasgar minha lingerie, cortando o tecido de uma vez.Dois seios fartos ficaram expostos de repente, e isso fez o sorriso dos dois pervertidos se tornar ainda mais descarado.— Caralho, é uma puta de um espetáculo mesmo!— Anda logo, arranca a saia dela. Eu não aguento mais, deixa eu ir p
Lembrei-me daquele dia na casa de massagens, e uma coceira incômoda tomou conta de mim. Mesmo depois do divórcio, aquele desejo ainda existia. Forte. Persistente.A companhia de Gabriel, as massagens, ajudavam a aliviar um pouco. Mas só um pouco.Nas madrugadas silenciosas, eu ainda não resistia. Acabava pegando, às escondidas, meu pequeno vibrador cor-de-rosa, tentando acalmar o que ardia por dentro.Eu estava perdida nesses pensamentos quando, de repente, alguém se aproximou.— Ué, Karine, veio procurar o Gabriel de novo?Virei o rosto.Era um colega de trabalho do Gabriel, Thiago. Estava ali havia dois anos a mais do que ele. Um rapaz moreno, forte, de físico compacto.Assenti com educação.— Oi.— Fica ali esperando então. — Disse ele, animado, apontando para a sala de descanso. — O Gabriel ainda vai demorar um pouco. Hoje a aula dele vai até às sete da noite.Thiago me conduziu com simpatia até o espaço ao lado, enquanto o som distante das crianças na piscina continuava ecoando pe
Nos dias que se seguiram, o processo de divórcio entre mim e meu marido avançou sem grandes contratempos. Graças às provas fornecidas por Gabriel, fiquei com a maior parte dos bens e ainda consegui comprar à vista o pequeno apartamento que antes eu apenas alugava.Ele não se conformou. No tribunal, chegou a me acusar de também ter tido um caso extraconjugal, mas não apresentou prova alguma. No fim, o assunto se encerrou ali.Arrumei um novo emprego, e minha rotina foi, aos poucos, se preenchendo. Os dias deixaram de parecer vazios.Dois meses depois, a casa de massagens acabou sendo fechada pelas autoridades. Gabriel me contou que praticamente todas as casas daquele quarteirão tinham sido interditadas, a maioria funcionava como fachada para prostituição. A deles acabou sendo levada junto, mesmo não estando envolvida diretamente.Depois disso, Gabriel conseguiu trabalho como instrutor de natação. Por sugestão minha, ele devolveu o apartamento onde morava e se mudou para a minha casa. Ai
Gabriel soltou um riso frio.— Você vive chamando a própria esposa, que sempre foi fiel, de vagabunda. — A voz dele era cortante. — Mas fora de casa é você quem se diverte à vontade. Arrumou três, quatro amantes, no mínimo. Se ousar levantar a mão contra ela outra vez, eu faço questão de tornar tudo isso público.— Como assim...?Senti como se um raio tivesse me atingido.Olhei para o meu marido, completamente incrédula.Ele não respondeu.Não disse uma única palavra.Nem sequer teve coragem de me encarar.Apenas abaixou a cabeça, apanhou o celular do chão às pressas e saiu correndo, derrotado, como um rato fugindo às escondidas.— Querida... Dá uma olhada você mesma.Gabriel se aproximou e pegou o próprio celular.Na tela, uma imagem após a outra se sucedia diante dos meus olhos.Meu marido deitado em camas de hotel com mulheres diferentes, corpos nus entrelaçados, fotos explícitas.E até vídeos.Minhas pernas fraquejaram.Por pouco não caí.Durante todos esses anos, eu vivi presa ent
Gabriel era alto e forte, com um corpo jovem e bem definido.Quando ele aplicou força de verdade, o homem soltou um grunhido de dor na hora, o rosto se contorcendo.— Solta! — Ele rosnou.Com os olhos arregalados de ódio, de repente abriu um sorriso frio e torto.— Então era isso, né? — Zombou. — Vi vocês dois descendo juntos agora há pouco. Você é o amante dessa vadia, não é? Solta o meu braço! Hoje eu arrebento vocês dois!Gabriel franziu o cenho.Sem dizer nada, me puxou para trás dele, colocando o próprio corpo à minha frente, num gesto claro de proteção.A voz dele saiu firme, controlada, mas carregada de tensão.— Senhor, pare de falar absurdos. Aqui é uma clínica de massagem totalmente regular. — Continuou. — A Karine veio apenas para um tratamento, para aliviar um acúmulo de tensão e calor no corpo.Ele fez uma breve pausa, o olhar duro cravado no rosto do homem.— Se isso chegou a esse ponto, é porque existe um problema sério na vida conjugal de vocês. Se o senhor realmente se
Eu já estava completamente fora de mim, incapaz de me importar com moral, fidelidade ou qualquer outra coisa.Tudo o que eu queria, naquele instante, era me perder com ele por inteiro, afundar sem reservas naquele mar de desejo.Mas, no exato momento em que tudo estava prestes a transbordar...Batidas apressadas ecoaram na porta.— Gabriel! Abre logo.O corpo de Gabriel travou de repente. O rosto dele se fechou num claro mau humor.— O que foi agora? Você não tá vendo que eu tô ocupado?Também deixei escapar uma expressão de frustração.Meu corpo, ainda preso à onda do desejo, se moveu de leve, quase involuntariamente.— Desculpa, Gabriel... — A voz feminina do outro lado soava hesitante. — Tem alguém procurando por Karine. Disse que é o marido dela."Meu marido?"O fogo que me consumia por dentro se apagou num segundo, como se alguém tivesse despejado um balde de água gelada sobre mim.— Como assim? Por que ele saberia que eu estava aqui?Ultimamente, o departamento inteiro do meu mar
Último capítulo