Ele congelou por um instante, depois o mesmo meio-sorriso sinistro voltou ao rosto.
— Tanto faz. Se Ryan descobrir, e daí? Sou velho. Do que eu deveria ter medo?
A voz dele era baixa e fria, cada palavra cutucando um ponto em carne viva dentro de mim.
Empurrei a mão dele com todas as forças e gritei:
— Sai de perto! Não me toque!
Minha voz tremia, crua de terror.
A força do aperto de Victor me surpreendeu. Uma mão se fechou sobre minha boca enquanto a outra tentava me prender.
— Você é minha — Rosnou, a voz atravessada por algo como obsessão.
— Você não vai escapar.
Eu me contorci e o chutei até os membros queimarem, mas ele mal parecia notar. O peso dele me mantinha presa, era firme e aterrador.
— Me solta, seu desgraçado! — Cuspi, com o pânico afiando cada sílaba.
Meus olhos captaram o abajur na mesa de cabeceira. Era de metal pesado, com base sólida. A adrenalina embaçou tudo. Segurei-o pelo pescoço, arranquei da tomada e o ergui como uma arma.
Algo vacilou em Victor. Por