Alexandra
O despertador tocou, sete da manhã em São José dos Campos. Sua melodia irritante soava alta, porém era a voz de minha mãe, da noite anterior, que ecoava em minha mente, cortante e mais nítida do que qualquer alarme.
“Onde você está, Alexandra? Perdida na sua própria mentira? Deixa de ser tola, garotinha.”
Meus olhos se abriram e eu encarei o teto branco, me afundando no colchão macio. Como telas em minha frente, as imagens dos últimos anos se projetaram: a vida em São Paulo no tempo d