O táxi de Alexandra cortava a estrada de São José dos Campos, o sol da manhã iluminando a paisagem de campo que, por tantos anos, foi o seu refúgio e sua prisão. No banco de trás, a voz da mãe ainda ecoava em sua cabeça, misturando-se com a voz do avô. Ela se forçava a ignorar a turbulência que sacudia seu corpo e alma, voltando o olhar para a janela, onde a paisagem rural começava a ceder lugar ao asfalto e aos prédios da cidade.
Em sua mente, como um filme, a cena da faculdade se reproduzia.