Analu
Ele grudou na minha boca, no meu corpo. Quando nos separamos para respirar, o mundo tinha se reduzido àquele quarto de motel, ao rangido da cama sob nosso peso, ao cheiro dele misturado com o meu suor. Seus olhos escuros queimavam como carvão, refletindo a luz fraca do abajur que pintava nossa pele de tons âmbar.
— Deita de bruços. — ele ordenou, sua voz um rosnado baixo que fez algo dentro de mim se contrair de antecipação.
Me deitei sobre os lençóis ásperos, a sensação do tecido barato contra minha pele nua sendo um contraste brutal com as roupas de cama de casa que são linho italiano. Por um momento, senti vergonha — da minha inexperiência, da minha pele muito branca contra aquele ambiente vulgar, do tremor incontrolável nas minhas pernas.
Então suas mãos encontraram minhas costas.
Era como ser tocada por uma tempestade. Seus dedos, calejados e ásperos de tanto trabalhar, desenhavam círculos lentos na minha pele, subindo pela coluna vertebral até o pescoço. Cada toque era uma