ANALU
A primeira coisa que me acorda não é o despertador estridente da mansão, nem o silêncio opressivo que vinha antes do caos. É o cheiro de café passado na hora, misturado com o pão que está começando a torrar. Um cheiro simples, caseiro, de verdade.
Abro os olhos devagar, deixando a luz do sol que entra pelas cortinas finas de voil me acostumar com o dia. A cama é menor, o colchão mais simples, mas nunca, em todos os meus anos naquela fortaleza de mármore, eu dormi tão profundamente.
Estou